Aumenta o número de pessoas que contratam profissionais para saber se adolescentes são usuários de drogas |
-- Eles (os pais) só querem comprovar o fato, saber quem vende e em que nível está acontecendo - explica o detetive Ricardo da MT Investigações. Com tudo atestado em sons e imagem, há dois tipos de reação: internar os filhos ou tentar afastá-los dos fornecedores. A segunda medida é considerada inútil pelo diretor de tratamento da Clínica Jorge Jaber, Marcelo Carvalho. -- O dependente químico encontra a droga em qualquer lugar. O pai não precisa de detetive, mas de informação - avalia Marcelo. Segundo a psicóloga Roseana Ribeiro, assessora técnica do Conselho Estadual Antidrogas, os pais só buscam ajuda quando a dependência está em estágio avançado. Os detetives confirmam: -- Já investiguei um rapaz que chutava a mãe, de 68 anos, quando ela não lhe dava dinheiro para comprar drogas. - conta o detetive Rafael. Este caso é visto pela terapeuta familiar do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atendimento ao Uso de Drogas da Uerj, Miriam Schenker, como exemplo de falta de limite: -- A mãe também ajudou a construir o monstro pela falta de limites, problema de muitos pais hoje - diz Miriam." |