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Nos últimos tempos, foram surgindo novas demandas de serviços,
como a de casais que trabalham fora e querem saber como as babás
tratam seus bebês. Ou a de pais que desejam saber se os filhos adolescentes
estão envolvidos com drogas ou mantêm relacionamentos homossexuais.
O grande filão do trabalho, no entanto, continuam sendo as suspeitas
de infidelidade conjugal, responsáveis por 70% dos serviços
encomendados aos agentes. No entanto, de cada dez pessoas que procuram
um profissional, nove descobrem que estão mesmo sendo passadas
para trás.
Segundo eles (detetives), as mulheres
são bem mais discretas que os homens quando estão tendo
um caso extraconjugal. Muitas, em vez de sair com o amante à noite,
horário em que é mais fácil levantar suspeitas, encontram-se
com eles nas primeiras horas da manhã. Na esmagadora maioria das
vezes, o escolhido é um colega de trabalho. O homem, porém,
ainda trai mais que a mulher, de acordo com os agentes.
Filhos na Mira - Os detetives também
reúnem bom conhecimento sobre o envolvimento de adolescentes com
drogas, um tipo de investigação cada vez mais procurado.
"Há cinco anos, atendíamos no máximo a cinco
desses casos por ano", recorda o empresário Detetive Rafael,
sócio da Agência de Detetives Márcia e Rafael,
do Rio de Janeiro. "Atualmente, são pelo menos quatro por
mês. "Segundo Rafael, mais de 80% dos trabalhos confirmam
a suspeita dos pais. Em grande parte das ocorrências, o adolescente
encontra-se em uma fase bastante avançada do vício. "Metade
dos responsáveis que fazem essa descoberta interna os filhos em
clínicas especializadas em dependência química."
revela.
Seja nas investigações
empresarias, seja para desvendar um adultério, os detetives têm
a sua disposição um amplo aparato tecnológico que
até alguns anos atrás só podia ser visto nos filmes
do 007.
Os
apuros e as aventuras dos agentes no mundo da espionagem
Os detetives particulares procuram ao máximo
ficar longe de barulho quando estão em ação. Com
alguns anos de trabalho, porém, é inevitável que
passem por algumas enrascadas.
Com o carioca Rafael o risco
foi de morte. Ele seguia um adolescente envolvido com drogas e, sem saber,
entrou de carro num beco sem saída junto de uma favela. De repente,
foi cercado por dez bandidos armados com fuzis e metralhadoras. Para escapar
do cerco, usou uma informação que tinha obtido com o acompanhamento do adolescente e identificação de um dos alvos: o nome do traficante. "Disse que estava
indo comprar drogas com o fulano e eles me liberaram", diz. "Minha
carreira quase terminou ali."
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